cacos e veus...
somos no fim de tudo cacos de veus..
veus que nos escondem do que acabamos sendo sem querer,
mesmo sem escolha,
escolhemos o que vamos ser pro mundo,
mas o que nos dizem os nossos textos,
as nossas exposiçoes de nós?
falam de nós sem que ninguem perceba,
gritam o que nos somos com a sutileza que
tem no baer das asas das borboletas.
somos nós expostos,
dilacerados em mostruario,
mais do que cacos de nós
estamos inteiros em cada véu sem palavra,
nosso mais intimo nada,
está na arte que ninguem ver,
mas que é mais sentindo que qualquer coisa com tudo de nós..
é um respirar pelo corpo,
um sentir com os olhos,
um morrer e viver sem saber se vão nos ver
onde nós mais estamos..
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Big girls don´t cry....
será?
tá.. eu nunca fui "Big"... e hoje nao me sinto grande em nenhum sentido..
nem diferente, nem especial, nem coisa nenhuma...
Estou me sentindo nem sei dizer como...
Sem palavras...
É tão facil pra mim descrever outros, outras situaçoes e pessoas e ate coisas que passam por mim, pelo meu corpo, meus sentidos por mim...
Mas como se descreve quando se sente, nada....
Existe alguma palavra pra conter a dimensão do que existe em nada...
Eu preciso parar, respirar fundo e fazer o que mesmo?
Porque tem coisas que nao adianta....
eu so queria...
nem sei o que...
So queria alguem que falasse minha lingua...
e eu nao precisasse falar... so chorar... e pronto...
eu so queria sentir diferente, e nao ficar me sentindo, nada...
será?
tá.. eu nunca fui "Big"... e hoje nao me sinto grande em nenhum sentido..
nem diferente, nem especial, nem coisa nenhuma...
Estou me sentindo nem sei dizer como...
Sem palavras...
É tão facil pra mim descrever outros, outras situaçoes e pessoas e ate coisas que passam por mim, pelo meu corpo, meus sentidos por mim...
Mas como se descreve quando se sente, nada....
Existe alguma palavra pra conter a dimensão do que existe em nada...
Eu preciso parar, respirar fundo e fazer o que mesmo?
Porque tem coisas que nao adianta....
eu so queria...
nem sei o que...
So queria alguem que falasse minha lingua...
e eu nao precisasse falar... so chorar... e pronto...
eu so queria sentir diferente, e nao ficar me sentindo, nada...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Ela estava sentada olhando pela janela do onibus...
Um chuva fina caia, e ela pensava que não fazia muito sentindo, não chovia aquela epoca...
Mas naquele momento muitas coisas nao faziam sentido pra ela...
Achou melhor desligar o mp3 e ler seu livro... Lembrou carinhosamente, mas não sem dor, do que sua irmã sempre lhe dizia sobre ler em carros e onibus em movimento...
Estava frio e seus dedos ja estavam ficando dormentes, o casaco, mesmo de lã, nao
estava fazendo muita diferença..
A viagem, que muitos diziam que sria curta, estava parecendo uma eternidade... e o frio, piorava tudo...
Detestava frio, detestava estar longe decasa, detestava o porque daquela viagem... nao queria reconhecer nada nem ninguem, queria, alias desconhecer tudo e todos que iria encontrar, queria acordar daquele pesadelo e acabar de vez com aquela dor que a sufocava mais que o frio...
estava cansada e pesada...seu pouco peso e sua cara de criança escondiam a grande força e luta pela qual ela passava aquele momento...
se nao prestassem atenção, nao a veriam quase perdida dentro dos casacos... e era o que era mais queria.. sumir dentro de si mesmo e nunca mais voltar...
nao se achar...
o onibus parou delicadamente a despertando... a chuva, agora era quase torrencial e ela nao tinha guarda-chuva.. pegou as malas vagarosamente sentido a chuva escorrendo por seu rosto e o frio a congelando, muito mais por dentro do que por fora...
subiu os degraus da casa grande e velha e sentou um tempo a chorar...era só isso que precisava, chorar...
Tão dificil... tao impotente e fraca diante de tudo...
Foi por fim,foi reconhecer a si mesma (na imagem triste e muito mais fria que qualquer outro lugar lugar...) na sua amiga, irmã, prima, parceira, vizinha, coberta pelo
lençol gélido e sem cor do IML...
ao chegar lá, rezava para que a colocasse naquela mesa, e nao deixassem sua irmã lá...
sua unica irmã, sua unica familia, seu apoio... nao podia ser....
esperou calada trazerem o corpo coberto...
Levantou o leçol como quem levanta uma pedra...
Olhou como quem olha para si no espelho quebrado...
Caiu como quem se joga do setimo andar...
Um chuva fina caia, e ela pensava que não fazia muito sentindo, não chovia aquela epoca...
Mas naquele momento muitas coisas nao faziam sentido pra ela...
Achou melhor desligar o mp3 e ler seu livro... Lembrou carinhosamente, mas não sem dor, do que sua irmã sempre lhe dizia sobre ler em carros e onibus em movimento...
Estava frio e seus dedos ja estavam ficando dormentes, o casaco, mesmo de lã, nao
estava fazendo muita diferença..
A viagem, que muitos diziam que sria curta, estava parecendo uma eternidade... e o frio, piorava tudo...
Detestava frio, detestava estar longe decasa, detestava o porque daquela viagem... nao queria reconhecer nada nem ninguem, queria, alias desconhecer tudo e todos que iria encontrar, queria acordar daquele pesadelo e acabar de vez com aquela dor que a sufocava mais que o frio...
estava cansada e pesada...seu pouco peso e sua cara de criança escondiam a grande força e luta pela qual ela passava aquele momento...
se nao prestassem atenção, nao a veriam quase perdida dentro dos casacos... e era o que era mais queria.. sumir dentro de si mesmo e nunca mais voltar...
nao se achar...
o onibus parou delicadamente a despertando... a chuva, agora era quase torrencial e ela nao tinha guarda-chuva.. pegou as malas vagarosamente sentido a chuva escorrendo por seu rosto e o frio a congelando, muito mais por dentro do que por fora...
subiu os degraus da casa grande e velha e sentou um tempo a chorar...era só isso que precisava, chorar...
Tão dificil... tao impotente e fraca diante de tudo...
Foi por fim,foi reconhecer a si mesma (na imagem triste e muito mais fria que qualquer outro lugar lugar...) na sua amiga, irmã, prima, parceira, vizinha, coberta pelo
lençol gélido e sem cor do IML...
ao chegar lá, rezava para que a colocasse naquela mesa, e nao deixassem sua irmã lá...
sua unica irmã, sua unica familia, seu apoio... nao podia ser....
esperou calada trazerem o corpo coberto...
Levantou o leçol como quem levanta uma pedra...
Olhou como quem olha para si no espelho quebrado...
Caiu como quem se joga do setimo andar...
domingo, 9 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Onde anda meu caminho?
Ele mais foge de mim do que me dá passagem...
O que é um caminho?
Quem disse que ele é meu?...
Existe um jeito certo de caminhar?
Existe uma maneira errada de ser?
Quando dá desespero, a gente para de esperar e passa a fazer, a viver, a ser...
Melhor seria desesperar de tudo e Ser em tudo...
"São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei..."
Ele mais foge de mim do que me dá passagem...
O que é um caminho?
Quem disse que ele é meu?...
Existe um jeito certo de caminhar?
Existe uma maneira errada de ser?
Quando dá desespero, a gente para de esperar e passa a fazer, a viver, a ser...
Melhor seria desesperar de tudo e Ser em tudo...
"São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei..."
domingo, 2 de dezembro de 2007
Ela olha para os lados, como que adormecida..
Não consegue se achar. É tanta gente, tudo tão confuso.
Ela está ali, cumprindo o seu dever de estar, mas não se encontra em nada...
Olha pra si e nao vê a jovem e leve menina de anos atras, que dançava e ria das graças do irmão..
Estava se tornando seca, amarga e triste, e nem via mais sua vida passar..
cumpria apenas o dver de estar ali.
Tinha que estar ali. Olha para si como quem se vê de surpresa em um espelho...
E olha demoradamente para si...
E se vê sozinha, triste, e totalmente diferente do que realmente é...
Aquela dor de se vê a invade como o sol, pela manha, sem perguntar, sem pedir, sem nada.. invade!
Como um animal que se livra de sua carcaça, uma cobra se livrando de sua velha pele, ela se desfaz de tudo que a impedia de respirar, de ser ela mesma...
como uma borboleta no casulo...
Agora, como toda mudança, ela cura as feridas que ainda sangram, mas ela agora
Respira...
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