segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

cacos e veus...
somos no fim de tudo cacos de veus..
veus que nos escondem do que acabamos sendo sem querer,
mesmo sem escolha,
escolhemos o que vamos ser pro mundo,
mas o que nos dizem os nossos textos,
as nossas exposiçoes de nós?
falam de nós sem que ninguem perceba,
gritam o que nos somos com a sutileza que
tem no baer das asas das borboletas.
somos nós expostos,
dilacerados em mostruario,
mais do que cacos de nós
estamos inteiros em cada véu sem palavra,
nosso mais intimo nada,
está na arte que ninguem ver,
mas que é mais sentindo que qualquer coisa com tudo de nós..
é um respirar pelo corpo,
um sentir com os olhos,
um morrer e viver sem saber se vão nos ver
onde nós mais estamos..


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Big girls don´t cry....
será?
tá.. eu nunca fui "Big"... e hoje nao me sinto grande em nenhum sentido..
nem diferente, nem especial, nem coisa nenhuma...
Estou me sentindo nem sei dizer como...
Sem palavras...
É tão facil pra mim descrever outros, outras situaçoes e pessoas e ate coisas que passam por mim, pelo meu corpo, meus sentidos por mim...
Mas como se descreve quando se sente, nada....
Existe alguma palavra pra conter a dimensão do que existe em nada...
Eu preciso parar, respirar fundo e fazer o que mesmo?
Porque tem coisas que nao adianta....
eu so queria...
nem sei o que...
So queria alguem que falasse minha lingua...
e eu nao precisasse falar... so chorar... e pronto...
eu so queria sentir diferente, e nao ficar me sentindo, nada...


quinta-feira, 13 de dezembro de 2007


Porque a vida, sem arte,
sem bons acompanhantes e sem presentes
com muiita metafisica...






não tem graça!


terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ela estava sentada olhando pela janela do onibus...
Um chuva fina caia, e ela pensava que não fazia muito sentindo, não chovia aquela epoca...
Mas naquele momento muitas coisas nao faziam sentido pra ela...
Achou melhor desligar o mp3 e ler seu livro... Lembrou carinhosamente, mas não sem dor, do que sua irmã sempre lhe dizia sobre ler em carros e onibus em movimento...
Estava frio e seus dedos ja estavam ficando dormentes, o casaco, mesmo de lã, nao  
estava fazendo muita diferença..
A viagem, que muitos diziam que sria curta, estava parecendo uma eternidade... e o frio, piorava tudo...
Detestava frio, detestava estar longe decasa, detestava o porque daquela viagem... nao queria reconhecer nada nem ninguem, queria, alias desconhecer tudo e todos que iria encontrar, queria acordar daquele pesadelo e acabar de vez com aquela dor que a sufocava mais que o frio...
estava cansada e pesada...seu pouco peso e sua cara de criança escondiam a grande força e luta pela qual ela passava aquele momento...
se nao prestassem atenção, nao a veriam quase perdida dentro dos casacos... e era o que era mais queria.. sumir dentro de si mesmo e nunca mais voltar...
nao se achar...
o onibus parou delicadamente a despertando... a chuva, agora era quase torrencial e ela nao tinha guarda-chuva.. pegou as malas vagarosamente sentido a chuva escorrendo por seu rosto e o frio a congelando, muito mais por dentro do que por fora...
subiu os degraus da casa grande e velha e sentou um tempo a chorar...era só isso que precisava, chorar...
Tão dificil... tao impotente e fraca diante de tudo...
Foi por fim,foi reconhecer a si mesma (na imagem triste e muito mais fria que qualquer outro lugar lugar...) na  sua amiga, irmã, prima, parceira, vizinha, coberta pelo 
lençol gélido e sem cor do IML...

ao chegar lá, rezava para que a colocasse naquela mesa, e nao deixassem sua irmã lá... 
sua unica irmã, sua unica familia, seu apoio... nao podia ser....
esperou calada trazerem o corpo coberto...
Levantou o leçol como quem levanta uma pedra...
Olhou como quem olha para si no espelho quebrado...
Caiu como quem se joga do setimo andar...

domingo, 9 de dezembro de 2007

"listen... I know where your head is, but I'm telling you... you have got to get out of the past and look to the future!"

(Meet the Robinsons)


I need to listen that.....

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Onde anda meu caminho?
Ele mais foge de mim do que me dá passagem...
O que é um caminho?
Quem disse que ele é meu?...
Existe um jeito certo de caminhar?
Existe uma maneira errada de ser?
Quando dá desespero, a gente para de esperar e passa a fazer, a viver, a ser...
Melhor seria desesperar de tudo e Ser em tudo...




"São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei..."


domingo, 2 de dezembro de 2007

Ela olha para os lados, como que adormecida..
Não consegue se achar. É tanta gente, tudo tão confuso.
Ela está ali, cumprindo o seu dever de estar, mas não se encontra em nada...
Olha pra si e nao vê a jovem e leve menina de anos atras, que dançava e ria das graças do irmão..
Estava se tornando seca, amarga e triste, e nem via mais sua vida passar..
cumpria apenas o dver de estar ali.
Tinha que estar ali. Olha para si como quem se vê de surpresa em um espelho...
E olha demoradamente para si...
E se vê sozinha, triste, e totalmente diferente do que realmente é...
Aquela dor de se vê a invade como o sol, pela manha, sem perguntar, sem pedir, sem nada.. invade!
Como um animal que se livra de sua carcaça, uma cobra se livrando de sua velha pele, ela se desfaz de tudo que a impedia de respirar, de ser ela mesma...
como uma borboleta no casulo...
Agora, como toda mudança, ela cura as feridas que ainda sangram, mas ela agora
Respira...

domingo, 25 de novembro de 2007

Conselhos de uma adolescente

Não me diga me ama
Sem saber quem eu sou
Sem saber o que é o amor
Espere pouco de mim
E te surpreenderei com o que sou
Espere muito de mim
E te decepcionarei com meus grandes erros
Não diga que me ama
Se não olha em meus olhos
Não diga que me quer
Se teus atos não se confundem com os meus
Não diga que me procurou por muito tempo
Se acredita mais em palavras do que em ações
Esses são os conselhos que te ofereço
Conselhos de uma adolescente inexperiente
Mas conselhos tirados do coração e da mente.

Lia Beatriz Mattos Dourado Bezerra - Criações Literáres (Colegio Santa Cecilia)


[Sou a mais orgulhosaaa! \o// ela é minha irmã genteeeee!]

:~]

terça-feira, 20 de novembro de 2007

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripe estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui..."

(Clarice Lispector)


MeuDeus...ainda não tinha citado Clarice aqui?!
:O


está feito!
:)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Minha vida mudará, e será em breve...



O que será? Não sei...


Está nas mãos de Deus, literalmente!





na vitrola - Sopra em mim teu canto - Missionarios Shalom

quinta-feira, 15 de novembro de 2007




Com olhos cansados levanta e vai se arrumar. Sempre igual. Levanta, troca de roupa, lava o rosto com agua gelada, e volta pra cama pra mas dois minutos de sono. Levanta denovo, a roupa agora um pouco amarrotada, mas isso nao o incomoda. Sai silenciosamente do quarto para não despertar a mulher. Acorda as crianças e vai fazer o café. Nada de mais... Fazia aquilo todo dia, tão igual, que já nem sentia mais...Terminava o café, colocava a mesa, e ia dar os ultimos ajustes nas fardas das crianças. Comiam. Todos juntos e em silencio. Ninguem falava pela manha, nao que nao pudesse, só nao tinham animo pra isso.Deixava as crianças e seguia para o trabalho. Fazia aquilo todo dia, tão igual, que já nem sentia mais...Trabalhava. Cada minuto era eterno dentro daquela sala. Passava o dia inteiro pedindo que o dia terminasse. Chegava pontualmente ás cinco. Nunca tinha ninguem em casa. Nao sabia se gostava ou nao disso.Ia pro quarto, tomava banho, sentava-se na cama e ia ver televisão, e nunca, nunca mesmo, tinha nada de interessante passando.Às sete fazia o jantar, meia - hora depois sua mulher chegava com as crianças, jantavam. Dessa vez falavam e riam. Fazia aquilo todo dia, tão igual, que já nem sentia mais...Depois do jantar, colocava as crianças na cama e ia dormir.Cansado e sem animo pra mais nada. Estava se esgotando... mas sabia que amanha era outro dia... tão igual, que já nem sentia mais...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Fechei os olhos e tentei dormir, as palavras não deixavam. Tentei por vezes ignora-las, mas o texto se construiu em segundos na minha cabeça e eu PRECISAVA coloca-lo em algum lugar, vomita-lo quem sabe...
Por fim, desisiti, levantei e fui sentar e digitar aquele mais novo perseguidor...
Ao terminar, o sono, que havia muito pedia pela minha cama, desisitiu e me deixou.
Estava eu agora, sentada, sozinha na sala de casa sem compaia, sem textos na cabeça e sem sono... Mudei várias vezes o canal da televisão, mas não passava nada além de filmes pornôs e leilões de cavalo... Desliguei.
Desliguei e me pus a olhar pra mim... escolhi a compaia de uma taça de vinho tinto e da paisagem do nascer do dia, na varanda do apartamento gelado...
Me invadiram despretensiosos os raios do sol e sutilmente trouxeram de volta o sorriso de infancia e a calma da primavera....

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Talvez eu tenha um pouco mais de força do que supunha...ou nao.
Talvez em algum lugar escondo dentro de mim uma capsula, um compartimento que se parte toda vez que preciso de força, ou que talvez nao se parta, mas dose a seu tempo a força que eu preciso...



e o tempo passa...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Tenho unhas em um vermelho amante..
Sou uma simples qualquer no meio da multidao, no meio da maré que se levanta a cada passda..
Sou eu e nao sei mais quem sou...
Nessa inconstancia, sem meu ar..sem saber como será...
Estou no meio do caos e na mais tranquila paz, na controvessa linha dos meus dias...
Sigo ansiosa e calma...
Ando na corda bamba de ser quem sou, ando entre o sorriso e a lagrima!
Sou sorrisos e quase nada do resto...ou seria o inverso?!
Estou, muito mais do que sou...

sábado, 20 de outubro de 2007

Cansada. Exausta e já sem conseguir fazer mais nada, ela só chorava, por mais cansada que estivesse (até de chorar), as lagrimas não paravam, já nem sabia de onde vinham, elas simplesmente..vinham.
Ela sabia que a noite seria longa..Tudo escuro, apenas sombras na parede enorme a sua frente. Não sabia se era por ela estar se sentindo tão pequena, mas a parede parecia tão grande que nao tinha fim nunca. Sabia dos seus medos e dos seus pesadelos.
Sabia que nao iria dormir, não que fosse estranho(ela nunca dormia), mas aquele dia era diferente... tudo estava seco, vazio. O quarto crescia a sua volta e o espaço vazio era cada vez maior.
Assombras.
A insonia.
O nada.
A longa noite vazia.. a noite cheia de nada.
Diferente.
Não dormiria por estar cansada(por estar exausta), e a gora nao dormiria nao por medo das sombras e das assombrassoes no quarto, os habitantes estranhos do seu quarto de insonia.. não dormiria por seus fantasmas.
Os estranhos seres do seu quarto estavam agora distantes, assombrados ao inves de assombrantes..os fantasmas dela não deixavam mais nada assusta-lá. E talvez por serem mais reais e mais sombrios, faziam as sombras serem nada..
Mais um dia,mais uma manha como outra qualquer, um dia que ela levanta e segue, mas na verdade, ninguem ve que a sua sombra é maior do que parece...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Hoje me aconteceu um fato interessante..
Ultimamente na minha vida, tenho pensado e revisto bastante, fatos vividos, situaçoes, casos.... e nesses pensamentos consigo rever minhas atitudes em relaçao as situaçoes e vejo como hoje estou tão diferente.
É dificil falar sem ilustrar entao....

Ela estava sozinha em frente ao seu espelho interno. Dentro do onibus a paisagem parecia atrai-la como se dossem arvores lindas e campos verdes, mesmo nao passando de predios cinzas e lixo no asfalto. Ela, que agora olhava mais pra dentro do que pra fora, ria-se de como se aquela manha tivesse acontecido anos atras ela estaria devastada e pensando como iria continuar indo a escola na segunda... Agora, apenas relia em sua mente cada palavra escutada e refletia em seu coraçao/espelho como nada daquilo fazia sentido e como agora outras coisas eram mais importantes do que as opinioes dos outros.
Relebrou especialmente de como antes ela mesma seria capaz de estar no outro papel, ela poderia estar ali, desmoronando milhoes de falsas impressoes e acusaçoes sem sentido para enganar a si mesma que tinha tentado salvar alguma coisa, como era mais facil antes, (ou ela pensava que fosse), jogar toda sua culpa nos outros e dizer que tinha feito alguma coisa...
Sem se perceber já estava andando à caminho de casa... com um sorriso nos labios e a alma tranquila, sabia que dessa vez, estava limpa e sem nenhuma obrigaçao de resposta, alias, nao teria o que dizer mesmo, nao precisava. impressionou-se de si por perceber que as respostas que sempre dera eram principalmente para ela mesma, e agora, ela já tinha todas....


:)



na vitrola ~ Out of Reach - Gabrielle ~

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Alguns anos atras iniciei um blog que não foi pra frente...
Talvez esse vá...
Talvez não... Não tenho lá muito tempo de postar, mas talvez começando consiga mante-lo...
(há tempos nao escrevo no computador... o papel me parece mais proximo e o lapis mais intimo...o erro no papel é mais visivel...) sou mais acostumada a erros visiveis, mesmo os invisiveis sendo mais prazerosos....


Pois bem...
veremos como isso vai seguir....