domingo, 25 de novembro de 2007

Conselhos de uma adolescente

Não me diga me ama
Sem saber quem eu sou
Sem saber o que é o amor
Espere pouco de mim
E te surpreenderei com o que sou
Espere muito de mim
E te decepcionarei com meus grandes erros
Não diga que me ama
Se não olha em meus olhos
Não diga que me quer
Se teus atos não se confundem com os meus
Não diga que me procurou por muito tempo
Se acredita mais em palavras do que em ações
Esses são os conselhos que te ofereço
Conselhos de uma adolescente inexperiente
Mas conselhos tirados do coração e da mente.

Lia Beatriz Mattos Dourado Bezerra - Criações Literáres (Colegio Santa Cecilia)


[Sou a mais orgulhosaaa! \o// ela é minha irmã genteeeee!]

:~]

terça-feira, 20 de novembro de 2007

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripe estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui..."

(Clarice Lispector)


MeuDeus...ainda não tinha citado Clarice aqui?!
:O


está feito!
:)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Minha vida mudará, e será em breve...



O que será? Não sei...


Está nas mãos de Deus, literalmente!





na vitrola - Sopra em mim teu canto - Missionarios Shalom

quinta-feira, 15 de novembro de 2007




Com olhos cansados levanta e vai se arrumar. Sempre igual. Levanta, troca de roupa, lava o rosto com agua gelada, e volta pra cama pra mas dois minutos de sono. Levanta denovo, a roupa agora um pouco amarrotada, mas isso nao o incomoda. Sai silenciosamente do quarto para não despertar a mulher. Acorda as crianças e vai fazer o café. Nada de mais... Fazia aquilo todo dia, tão igual, que já nem sentia mais...Terminava o café, colocava a mesa, e ia dar os ultimos ajustes nas fardas das crianças. Comiam. Todos juntos e em silencio. Ninguem falava pela manha, nao que nao pudesse, só nao tinham animo pra isso.Deixava as crianças e seguia para o trabalho. Fazia aquilo todo dia, tão igual, que já nem sentia mais...Trabalhava. Cada minuto era eterno dentro daquela sala. Passava o dia inteiro pedindo que o dia terminasse. Chegava pontualmente ás cinco. Nunca tinha ninguem em casa. Nao sabia se gostava ou nao disso.Ia pro quarto, tomava banho, sentava-se na cama e ia ver televisão, e nunca, nunca mesmo, tinha nada de interessante passando.Às sete fazia o jantar, meia - hora depois sua mulher chegava com as crianças, jantavam. Dessa vez falavam e riam. Fazia aquilo todo dia, tão igual, que já nem sentia mais...Depois do jantar, colocava as crianças na cama e ia dormir.Cansado e sem animo pra mais nada. Estava se esgotando... mas sabia que amanha era outro dia... tão igual, que já nem sentia mais...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Fechei os olhos e tentei dormir, as palavras não deixavam. Tentei por vezes ignora-las, mas o texto se construiu em segundos na minha cabeça e eu PRECISAVA coloca-lo em algum lugar, vomita-lo quem sabe...
Por fim, desisiti, levantei e fui sentar e digitar aquele mais novo perseguidor...
Ao terminar, o sono, que havia muito pedia pela minha cama, desisitiu e me deixou.
Estava eu agora, sentada, sozinha na sala de casa sem compaia, sem textos na cabeça e sem sono... Mudei várias vezes o canal da televisão, mas não passava nada além de filmes pornôs e leilões de cavalo... Desliguei.
Desliguei e me pus a olhar pra mim... escolhi a compaia de uma taça de vinho tinto e da paisagem do nascer do dia, na varanda do apartamento gelado...
Me invadiram despretensiosos os raios do sol e sutilmente trouxeram de volta o sorriso de infancia e a calma da primavera....